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A Abong deu continuidade às suas atividades no Fórum Social Temático 2012 nesta quinta-feira (26/1) com a organização do Grupo Temático: Desenvolvimento e Diplomacia Não Governamental – Solidariedade e cooperação entre os povos: a sociedade civil internacional rumo à RIO+20. A iniciativa ocorreu no âmbito da Plataforma de Diálogos rumo à Rio+20, e teve como proposta compartilhar experiências e fortalecer a articulação de redes e plataformas da sociedade civil internacional nos fóruns de governança global tendo em vista, especialmente, a Rio+20 e a Cúpula dos Povos. Representantes de diferentes entidades e do governo federal ressaltaram a importância da atuação das organizações da sociedade civil (OSCs) no plano internacional, pela construção de agendas comuns e ações articuladas na luta por justiça social e ambiental, em espaços e processos instituintes e instituídos.
Na manhã desta quarta-feira (25/01), a Abong realizou a oficina “Direitos para a sustentabilidade: fortalecendo o pilar social do desenvolvimento sustentável”. Nela, militantes de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais de diferentes países e áreas temáticas classificaram os debates em torno da “economia verde” como mais uma forma de mercantilização da natureza, considerando urgente a realização de uma campanha mundial por mudanças sistêmicas na economia global. O primeiro painel do dia, intitulado “De Durban ao Rio: críticas ao Capitalismo Verde e à Agenda da Economia Verde”, teve início pela exposição de Pablo Solón Romero, militante de diferentes movimentos sociais bolivianos. Ele ressaltou que “economia verde é algo fictício, absolutamente imaginário, muito especulativo”.
A presidenta Dilma Rousseff está reunida neste momento com representantes da sociedade civil que participam do Fórum Social Temático (FST) 2012. Integram a lista de convidados entidades como a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Central Única de Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial das Mulheres e o Greenpeace. De acordo com Mauri Cruz, integrante da comissão organizadora do FST, o encontro é uma “conversa de aproximação” para definir “pontos de convergência” entre a sociedade civil e o governo. As maiores críticas apresentadas durante o encontro, segundo ele, referem-se ao conceito de economia verde que, para muitos movimentos, pode representar apenas um novo rótulo para o modelo de desenvolvimento econômico vigente.
A direção das principais organizações dos trabalhadores rurais do Rio Grande do Sul, o MST, a Via Campesina, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), fechou uma pauta unificada de reivindicações dos camponeses prejudicados com a seca, em um reunião na manhã desta quinta-feira (26/1), em Porto Alegre. O documento será entregue à presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, pelo governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro. Abaixo, conheça o documento.
O Fórum Social Temático teve início no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre e nas cidades do entorno da capital gaúcha. Entre diferentes atividades, o primeiro dia de debates ficou marcado pela visão das organizações sociais a respeito da crise estrutural do capitalismo. A mesa “Hacia um nuevo periodo historico”, coordenada pelo sociólogo venezuelano Edgardo Lander, iniciou com a provocação a diferentes dirigentes de organizações internacionais sobre os seguintes eixos temáticos: o tema da desigualdade, da crise ambiental e do impasse da democracia no atual cenário político. Houve bastante confluência entre as análises feitas pelos conferencistas.
A marcha de abertura do Fórum Social temático 2012 reuniu cerca de 20 mil pessoas em Porto Alegre, na tarde desta terça-feira. A comissão organizadora considerou o ato de abertura do FST 2012 um sucesso. Provando mais uma vez ser um espaço da pluralidade de pensamento, a marcha teve espaço para as mais diversas causas e ativismos. Nem o calor intenso no início, nem a chuva torrencial desaminaram os participantes. Movimentos sociais do Brasil e do mundo empunharam suas bandeiras e passaram suas mensagens.
"Como um país tolera uma coisas dessas?" Questiona Boaventura Santos durante o FST2012 ao ver os acontecimentos ocorridos durante a invasão policial no Pinherinho. Em diferentes cidades brasileiras, dentre elas o Rio de Janeiro, manifestações demonstram a forma elaborada por alguns brasileiros para expressar a intolerância a tantas coisas que sinalizam uma forma de organização social amparada na impunidade e no desreipeito aos direitos mínimos, dois pilares que sustentam o avanço da direita em sua sede capitalista de bens e poder.
Entre 24 e 29 de janeiro, será realizado nas cidades de Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo o Fórum Social Temático 2012 (FST), que se inscreve no processo do Fórum Social Mundial e será uma etapa preparatória da Cúpula dos Povos na Rio+20. A Abong e suas associadas participam do evento, com a realização de oficinas, grupos temáticos, debates e rodas de conversas, dentre outras atividades.
O PAD - Processo de Articulação e Diálogo estará presente no Fórum Social Temático, que será realizado em Porto Alegre de 24 a 29 de janeiro. Confira as atividades já confirmadas e a programação completa do encontro. O PAD é uma rede formada por seis agências ecumênicas européias de distintos países e por diversas entidades parceiras no Brasil, representantes de movimentos sociais, entidades ecumênicas e organizações não governamentais (ONGs)
* Paulo Betti Amigos, escrevo esse texto com o respaldo de quem preside uma ONG (Organização Não Governamental) há 20 anos. Essa instituição foi criada em parceria com um grupo de amigos - atores e produtores - e se chama Casa da Gávea. Fui seu primeiro presidente, mas logo fui substituído pelo ator José Wilker, pois tive que usufruir de uma bolsa de estudos fora do país. Ao retornar ao Brasil, assumi novamente o posto de presidente.
A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque, por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custado sete mortes. Infelizmente, contudo, não é uma surpresa.
As decisões sobre as obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 têm deixado a sociedade de fora das discussões, segundo o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil.
20/12/2011 a 02/02/2012 494
Por Sérgio Haddad Não é de agora que as ONGs vêm mantendo relações internacionais. Já no seu nascimento, nos anos 70, as ONGs do campo da Abong são o resultado de um esforço de solidariedade de agências internacionais para com o Brasil, particularmente as europeias. Foi o período das ditaduras militares em grande parte da América Latina e, naqueles tempos, as formas de reconstruir democracia passavam pelo apoio financeiro e político internacional de países do Norte para com o Sul. Tais fluxos de recursos aportavam em entidades da sociedade civil que trabalhavam, a partir da base da sociedade, na reconstrução do tecido social e na democratização de seus países.
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